Experiências Espirituais na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
por -Olá amigos. Hoje estou escrevendo este artigo do Parque Estadual de Torrey Pines, sentado num precipício olhando o Oceano Pacífico. A cena perante mim neste momento é provavelmente uma das dez cenas naturais mais bonitas que já presenciei. A beleza das criações de Deus é impressionante.
Queria escrever brevemente sobre o transcendental na igreja. Joseph Smith, o primeiro profeta da igreja, queria que todo membro pudesse comungar com Deus. Ao contrário do clérigo limitado das religiões da época de Joseph, desde os primeiros anos da igreja todo homem têm sido ordenado ao clérigo: diácono, mestre, sacerdote ou élder. Na nossa teologia, Deus é literalmente um Pai Celestial cujos filhos, homens e mulheres, têm uma faísca da divindade neles, uma teologia que diminui o abismo teológico entre Deus e os homens. Joseph queria que todo homem e mulher nesta igreja tivesse o mesmo tipo de experiência transcendental que ele mesmo tinha como profeta. Ele queria que todo membro da igreja conhecesse Deus, não só soubesse sobre Ele.
O sonho de Joseph se manifesta nas vidas de muitos membros hoje em dia. Tanto conversos novos quanto membros velhos podem experimentar o transcendental; ouso dizer que um membro da igreja ainda não colheu todos os benefícios de ser membro a não ser que tenha aprendido a reconhecer e a evocar a presença de Deus no seu próprio coração e mente.
Membros da igreja chamam este tipo de comunhão transcendental com Deus por muitos nomes; “sentir o espírito”, “ter uma experiência espiritual” e “sentir o Espírito Santo” são apenas alguns exemplos. Tentar explicar o transcendental é como tentar explicar a cor vermelho para um cego. Muitos membros tentam fazer analogias. Descrevem o componente emocional de “ter uma experiência espiritual” como um “arder no coração”. Descrevem o componente intelectual em termos de um “sussurro” ou uma “voz mansa e delicada”, embora não haja nenhum som audível. Talvez Joseph Smith o descreveu melhor quando o chamou de uma “apressão da mente”.
Embora difíceis de descrever, as “experiências espirituais” são muito reais. Ao considerar a minha vida, é evidente que Deus tem-me guiado nos momentos chaves, comunicando comigo não pelos cinco sentidos, mas através de algum mecanismo posto no fundo da alma humana antes que aquela alma conhecesse este mundo. Não sou de maneira nenhuma uma pessoa perfeita, mas uma coisa tenho aprendido: se nos esforçamos para afinar o instrumento que Deus há posto dentro de nós, Ele pode tocar uma bela melodia nele.
Porque não tentemos todos nós, ambos os membros novos e os velhos, melhor afinar os nossos instrumentos interiores? Por que não desenvolvamos melhor a habilidade de presenciar o transcendental, de comungar com Deus? As minhas experiências espirituais têm-me dado grande alegria. Estão bem no âmago daquilo que significo quando digo que sou membro da igreja e sou cristão.