Os Mórmons são a Única Utopia que Chegou a Funcionar
Por Mark W. Cannon - 26/1/2010Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
O guro da administração mundial Peter Drucker me contou durante um seminário sobre voluntariado realizado em Harvard que "os mórmons são a única utopia que chegou a funcionar".
Drucker é amplamente reconhecido como o pai da administração moderna e um dos mais astutos observadores da gestão da eficiência nas organizações dos últimos tempos. A revista "O Ecomonista", datada de 19 de novembro de 2009, celebrou o centenário de seu nascimento, dizendo que "quatro anos depois de sua morte, Peter Drucker continua sendo o rei dos gurus da administração" e que ele "permaneceu no topo dessa lista por mais de 60 anos, aconselhando gerações de chefes e evitando com que fossem levados pelo modismo."
A edição de novembro da Harvard Business Review também comemorou o "Centenário Drucker" com 30 ensaios influenciados por ele.
O jornal Financial Times trouxe como manchete em 23 de novembro de 2009: "As idéias de Drucker ainda persistem ao tempo."
![]() | Se você está interessado em visitar uma congregação mórmon, a igreja providencia um localizador on-line de capelas. |
Particularmente em seus ultimos anos, ele focou no setor independente e sem fins lucrativos, e os enormes benefícios sociais que podem ser alcançados por meio do trabalho voluntário para ajudar ao próximo.
Então, por que ele declararia ser A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a "única utopia que chegou a funcionar"?
A palavra "utopia" foi criada por Sir Thomas More para descrever uma ilha mítica com condições sociais e econômicas ideais -- onde todos eram educados, inteligentes e prósperos. Tentar viver os ensinamentos e mandamentos de Jesus Cristo -- incluindo o voluntariado que fascinava Drucker -- seria próximo de uma utopia ou de uma sociedade cristã ideal.
Drucker viu os frutos do mormonismo na grande quantidade de serviços eficientes e atividades educacionais que foram lideradas com sucesso por voluntários da Igreja SUD. Ele dava aula na Claremont Graduate University (onde a faculdade de administração leva o seu nome) no sul da Califórnia, onde há uma grande população mórmon.
Cerca de 3.000 estacas mórmons e 25.000 alas e ramos em mais de 150 países funcionam sem pagamento aos líderes ou funcionários, embora tenha uma grande variedade de programas de serviço educacional e de enriquecimento espiritual muito bem organizados para pessoas de todas as idades. Sem contar no valor da atividade voluntária com mais de 50.000 missionários de tempo integral, e um número ainda maior de missionários de serviço -- literalmente bilhões de dólares que iriam a despesas pessoais são guardados e disponibilizados para expandir a missão da igreja rapidamente.
Não é de se surpreender que Drucker chegou a sua memorável conclusão sobre os frutos do mormonismo.
Intuitivamente, as pessoas podem suspeitar que sacrificar tanto tempo e recursos pode interferir na capacidade de obter uma educação adequada ou ganhar um salário satisfatório. Entretanto, a taxa de mórmons que chegam a educação superior é substancialmente maior que a média nacional. Além disso, 12,5 porcento dos lares mórmons ganham mais de US$50.000 por ano, comparando-se com o resto da população. (Dados obtidos pela Pew U.S. Religious Landscape Survey no Pew Forum on Religious & Public Life, 2007.)
Na época em que Drucker compartilhou sua extraordinária conclusão sobre os mórmons, eu era aluno na Woodrow Wilson International Center for Scholars. Eu não queria citá-lo sem sua aprovação. Então, escrevi uma carta e perguntei se ele teria "alguma objeção em usar sua frase: 'os mórmons são a única utopia que funciona'."
Drucker respondeu e me deu sua permissão - com uma alteração.
Quando falei com ele da primeira vez, ele disse que "os mórmons são a única utopia que chegou a funcionar". Quando eu lhe escrevi, tirei as palavras "chegou a" para não soar muito forte.
Drucker, entretanto, queria que a frase fosse forte e completa. Ele pegou a caneta e escreveu de volta o "chegou a" na frase.
Mark W. Cannon vive em McLean, Vancouver. Ele foi a primeira pessoa a ocupar a posição de assistente administrativo do chefe de justiça dos Estados Unidos, e foi posteriormente diretor de pessoal na Comissão do Bicentenário da Constituição Americana. Possui doutorado em economia política e governamental pela Universidade de Harvard. Este artigo é uma versão resumida da postada em seu blog, www.fruitsofmormonism.com.
(Traduzido por Olavo Germano. Leia o artigo na língua original.)
1 Comentário » Deixar um comentário
- Carlos Araujo
26-8-2010, 05:54:26 AM
Pois bem! A utopia é quando os homens quiserem! A crítica á utopia/voluntariado/voluntarismo deriva do facto de não se perceber 2 coisas:
1ª- A lei suprema da caridade (... "E sem caridade não serás nada!"), subentende que tudo e qualquer coisa que tenha de ser feita... É para ser feita! Sem esperar recompensa de qualquer espécie! Nada existe de mais grandioso no ser humano que... Dar voluntáriamente, com desapego, com alegria por partilhar, com gratidão a Deus (por ter aquilo que outros precisam e a nós sobra, pouco ou muito)! Pela lei da caridade... Não haverá famintos, poucos serão os doentes, nenhuns ladrões, o assassínio não poderá ser entendido nem perpetrado por quem quer que seja! A inveja desaparecerá, a preguiça será substituida por energia criativa e criadora, todos serão úteis a todos! E o que é preciso para o conseguir??? Sómente... cumprir a lei da caridade que Deus ordena! Porque Deus ordena a lei da caridade??? Simplesmente porque... qualquer coisa e tudo que possamos ter (a que chamamos nosso)... na realidade... é dele! A nós, é-nos proporcionado sermos...
Gestores/gerentes/usufrutuários daquilo que Deus coloca nas nossas mãos... Para administrarmos como gestores d'ele. Ao não fazermos o que Deus nos manda fazer (com aquilo que é d'ele)... Não só lhe estamos a desobedecer como o estamos a roubar! Sim, roubar! Nem sequer um segundo da nossa vida... é nosso! Quando ele quiser... acaba com todos os segundos da vida terrena de cada um!
Para irmos dar contas... da gestão que aqui fizemos... de tudo que nos deixou vir parar ás nossas mãos!
2ª- A infinita sabedoria do Criador e dono de toda a criação, não pode estar enganada! E não está!
Sem que claramente o expressem, os críticos/economistas (de um lado e do outro) opõe-se a esta obediência à lei da caridade! Uns, argumentando (para os "seus botões"), que ao admitirem a lei da caridade... Também serão englobados na obrigação da partilha voluntária (o que significará já não serem tão... "imensamente" ricos e "invejados"). O que... é o êxtase final para qualquer ignorante! Outros, argumentando à descarada que... a lei da caridade tira trabalho remunerado aos homens (uma vez que não é pago)... Pois analisemos os 2 lados da "moeda":
Caras- O trabalho voluntário é uma dádiva que poupa despesa a uma nação, de muitas maneiras:
-Poupa despesa ao estado (que a pode investir no sector produtivo)
-Diminui a quantidade de criminosos (diminuindo a despesa com a justiça e saúde)
-Diminui a quantidade de doentes da área da psiquiatria (poupando na saúde pública)
-Aproxima os homens! De vários quadrantes! Espalhando a informação, (que uns têm e outros necessitam saber) nas conversas circunstanciais.
-Faz saber a todos os homens/mulheres que... o seu irmão branco ou negro, europeu ou asiático, vale tanto como qualquer outro (pelo seu esforço, pela sua dádiva)
Coroas- O trabalho voluntário é uma dádiva que não enriquece a conta bancária de ninguêm, mas:
-Enriquece a nação (que pode dar melhores condições ao seu povo)
-Enriquece nossa alma/quem realmente somos, tornando-nos poderosos, alegres e felizes
-Protege os nossos irmãos da fome e... os nossos filhos e netos do assassinato
-Acaba com a preguiça e com as psiquiátricos e demolidoras "crises existenciais"...
-Gera amigos verdadeiros
De tanto e tanto que ainda haveria para dizer... Isto é o que considero essencial! Um abraço fraterno.

