O DNA comprova que o Livro de Mórmon é falso?

Anônimo,



2 Responses to “O DNA comprova que o Livro de Mórmon é falso?”


El Santo Gringo
January 18, 2009
Mormon
Mórmon, um antigo profeta no continente americano, compilou os registros de seu povo no Livro de Mórmon.

Existem muitas publicações que refutam esta alegação em inglês, mas poucas em português. Adaptei essa resposta de um webpage em inglês da organização FAIR. Se sabe ler inglês, também escrevi um outro artigo sobre este assunto entitulado “Does DNA Evidence Prove the Book of Mormon is False?

Qual é a crítica?

Amostras de DNA retiradas de índios americanos modernos não correspondem ao DNA dos habitantes modernos do Médio Oriente. Críticos alegam que isto significa que o Livro de Mórmon, que (de acordo com eles) ensina que os índios são descendentes de um hebreu chamado Leí e de ninguém mais, não pode ser um registro antigo verdadeiro como Joseph Smith afirmou.

Resposta

Esta crítica tem recebido muita atenção, mas pouco pensamento e ciência têm sido aplicados à pergunta. Os ataques que usam o DNA contra o Livro de Mórmon falham de várias maneiras.

O que Estamos Procurando?

Os ataques que usam o DNA contra o Livro de Mórmon enfatizam que o DNA dos índios americanos é mais como o DNA dos asiáticos do que o DNA de pessoas do “Médio Oriente” ou o DNA “Judeu”. No entanto, estes ataques ignoram vários pontos-chave.

Leí e sua família claramente não eram judeus. Pertenciam à tribo de Manassés (Alma 10:3, 1 Néfi 5:14) e seus filhos casaram com pessoas da família de Ismael, da tribo de Efraim. Essas tribos foram capturadas e tomadas pelos assírios, e não necessariamente contribuíram muito para a mistura genética atual do Médio Oriente.

Além disso, o Médio Oriente está situado na encruzilhada de três continentes. Historicamente, imigrações e casamentos inter-raciais eram muito comuns nesta região. Por isso, utilizar o DNA moderno do Oriente Médio para adivinhar a natureza do DNA de Efraim e Manassés 2.600 anos atrás é tolice. Já que houve tanta mistura genética, o DNA do povo que atualmente reside na área não é necessariamente igual ao DNA do povo que habitava a região antigamente.

O que é o DNA Judeu?

Identificar o DNA de Efraim e Manassés provavelmente sempre estará além do nosso alcance, pois até os marcadores de DNA usados para identificar os judeus, um grupo do Médio Oriente que se manteve relativamente coesa e tem evitado o casamento com pessoas de outras etnias, é extremamente difícil.

Taxa de Mortalidade de 90% com o Contato Europeu.

Cerca de noventa por cento da população de índios americanos morreram após o contato inicial com os europeus, a maior parte deste devido a doenças contra quais não tinham nenhuma defesa imunológica. Genes diferentes proporcionam resistências diferentes a várias doenças infecciosas; é bem provável que eliminar 90% da população americana alteraria significativamente a composição genética original dos descendentes de Leí. Isso se chama o “bottleneck effect” em inglês.

Os Hebreus são os Únicos Antecedentes dos Índios Americanos?

Críticos freqüentemente ignoram os Jareditas, um outro povo não hebreu que o Livro de Mórmon descreve, e suponham que os Jareditas não poderiam ter contribuído nada à composição genética dos índios americanos.

Alguns mórmons têm acreditado que todos os Jareditas morreram nas grandes guerras descritas no Livro de Mórmon, mas outros aceitam a possibilidade de que um fragmento dos Jareditas sobreviveu e se misturou com os povos indígenas. Bruce R. McConkie, um líder proeminente na igreja mórmon, embora acreditasse (erradamente) que a maioria dos antepassados dos índios americanos era Israelita, no entanto escreveu:

“Os índios americanos que Colombo encontrou … também tinham sangue além do sangue de Israel em suas veias. É possível que os remanescentes dos Jareditas poderiam ter sobrevivido a época em qual morreram milhões de seus companheiros. É absolutamente evidente que grupos do oriente passaram pelo estreito de Bering e progressivamente avançaram para o sul e misturam com o povo nativo. Temos registros de um grupo de escandinavos que tentou estabelecer uma colônia na América 500 anos antes de Colombo. Há indicações arqueológicas que um número não-especificado de grupos de pessoas provavelmente viajou para o novo mundo em tempos pré-colombianas. De todos estes grupos temos os índios americanos como foram descobertos no século XV.”

Não sabemos nada sobre a genética dos Jareditas. Não poderiam ter sido Israelitas, já que viveram antes de Israel. Alguns autores mórmons como o professor Hugh Nibley até suponham que os Jareditas eram asiáticos. E claramente outros grupos também contribuíram à composição genética dos povos indígenas americanos.

O Erro Fundamental dos Fundamentalistas

É interessante notar que muitos críticos que usam o DNA são religiosos fundamentalistas. Críticos fundamentalistas gostam de usar o DNA para supostamente invalidar o Livro de Mórmon, mas não informem seus leitores que há provas genéticas muito mais fiáveis contra conceitos fundamentalistas:

  • A genética apoia a ideia de evolução biológica
  • A génetica sugere que o homem é descendente de outros primatas
  • A genética não apoia a história da criação em Gênesis, a não ser que certos aspectos desta história sejam considerados simbólicos ou alegóricos

E apesar de ensinar coisas bem contrárias aos estudos genéticos, os críticos fundamentalistas não convidam suas congregações a abandonarem suas interpretações literais de conceitos bíblicos, tais como:

  • A terra tem apenas 6.000 anos de idade
  • Adão e Eva são os pais de toda a humanidade e viveram apenas 4.000 anos antes de Cristo
  • Uma inundação mundial na época de Noé exterminou toda espécie de vida na terra a não ser a vida na arca, cerca de 5.000 anos atrás

É hipocrisia exigir que os mórmons abandonam o Livro de Mórmon por causa de ciência fraca e duvidosa sem dizer aos membros de suas próprias igrejas fundamentalistas (pela mesma lógica) que devem abandonar as suas crenças religiosas contra quais há muito mais evidência genética confiável.

Conclusão

Os ataques que usam o DNA contra o Livro de Mórmon constituem “controvérsias fabricadas”. A evidência de DNA contra o Livro de Mórmon não é conclusiva como alegam os críticos.

A declaração da Igreja sobre a evidência de DNA é sucinta e precisa:

“‘O Livro de Mórmon: Outro Testamento de Jesus Cristo’ é exatamente o que alega ser: um registro dos tratos de Deus com um povo do antigo continente americano e um segundo testemunho da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para obter o testemunho mais forte do Livro de Mórmon, tem que viver os princípios cristãos descritos nas suas páginas. Então ore e pergunte a Deus se o livro é verdadeiro.

Os recentes ataques que questionam a veracidade do Livro de Mórmon utilizando o DNA não são bem considerados. Nada no Livro de Mórmon se opõe à migração de pessoas de origem asiática ao continente americano. Os estudos científicos relacionados ao DNA, no entanto, são numerosos e complexos.”

De fato, o DNA não nos ensina nada que não sabíamos já de evidências arqueológicas. A arqueologia indica que o ser humano chegou nas Américas milhares de anos antes da chegada de Leí. Muitos destes imigrantes vieram da Ásia. Este conhecimento não é notícia, e não faz com que o Livro de Mórmon deixe de ser uma história verdadeira.

Os críticos esperam que seus ouvintes se maravilhem tanto com as palavras “ciência do DNA” que não considerem a validade do argumento feito. Membros da igreja bem informados não são enganados por estes argumentos. Muito tem sido escrito [em inglês] para ajudar as pessoas que não são especialistas a entenderem os aspectos “numerosos e complexos” da ciência fascinante e valiosa da genética.

Carlos Araujo
September 3, 2010
Desde a primeira publicação em Inglês em 1830, o Livro de Mórmon tem sido traduzido para 72 lénguas. O número de cópias impressas recentemente atingiu cerca de 120 milhões.

O essencial não é perder tempo e gastar a vida à procura de argumentos para gerar discussões académicas das quais não resulta mais que discussão. Se desta discussão do DNA, nascesse a luz, mas não. Cada vez que a igreja ligar a luz haverá muitos para a “desligar”. Portanto, trata-se sómente de “discussão académica”. Se é para desacreditar a igreja, o Livro de Mórmon ou atacar os propósitos de Deus ficar-se-á pela suposição. A verdade é que a questão do DNA não tem significado algum para poder alterar a validade dos ensinamentos do Livro de Mórmon. Ensinamentos esses que, milhões de pessoas inteligentes, sadias, felizes e muito úteis à sociedade atestam a validade e conhecem os efeitos e consequências de viver esses ensinamentos. E sabem que são verdadeiros e eficazes.

Andarmos a “rebolar” em volta do DNA é perder tempo (devido ás já referidas e prováveis migrações e miscigenações). Recuando no tempo o que nos resta senão a certeza da incerteza?

E onde estão os registos dessas prováveis migrações pelo estreito de Bering?

Permito-me dar uma achega ao assunto, por uma experiência interessantíssima que acabou por me deixar de boca aberta no início de estudar genealogia (as pessoas do passado/família, que nos deram origem), observei que na 3ª e 4ª gerações passadas as origens das pessoas/matrimónios eram tão diferentes geográficamente que, era quase impossivel as famílias do noivo conhecerem as famílias da noiva. Isto em 4 gerações (representando em média 250 anos). Por outro lado, para trás no tempo, sempre foi determinante migração/alteração climática/acidentes naturais e invasões/guerras/pestes e por aí fora. Ora, são tantos os factores aleatórios e não comprováveis, que tornam a questão do DNA inconclusiva em definitivo. Mas, isso sómente em termos de prova incontestável porque é-nos suficiente a probabilidade mínima, se reconhecida.

A seguir e para terminar, remeto-vos para salmos 90:4 porque ficaremos com uma ideia mais vasta, da complexidade da observação do facto em si e não de conseguir um “papel” garantindo verdades ou mentiras, ácerca disto ou daquilo.

Porque devemos dar atenção ao versículo em salmos 90:4? A maior parte dos detractores da igreja, do Livro de Mórmon, da Biblia e de tudo quanto é verdadeiramente sagrado nem têm consciência da pequenez do seu raciocínio (para não dizer de alma). Senão, vejamos:

- Para não despejar aqui uma incrível quantidade de consequências científicas escondidas e veladas, naquele versículo analisemos só ao de leve;

A) 1.000 anos, para o Senhor é “como 1 dia que passou”.

B) Num dia, o Senhor vê passarem 17 gerações de homens/mulheres (em média).

C) Que quantidade de alterações climáticas/migrações/miscigenações acontecem nas 17 gerações da terra que o Senhor vê durante 1 seu dia?

D) E em 2 dias do Senhor? [34 gerações na terra]

E) Se fizermos uma progressão geométrica para avaliar o numero de intervenientes na terra, durante todas essas gerações e misturas um lençol de papel não chegará para os zeros.

F) Visto por Deus que significado terá o DNA dos Índios Americanos e dos Judeus e dos Assírios e dos Persas e deste e daquele???

Que significado terá pôr-se essa discussão terrena à frente e em descrédito da sua palavra e mandamentos?

Não vou encher mais. Um abraço.

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